![]() | ![]() | ![]() |
![]() | ![]() | ![]() |
05/08/2006 02:17
bom, naum sei se alguém q eu conheço ainda entra aki, mas naum culpo ninguém, afinal, faz mto tempo q eu naum posto nada, e sempre q eu postava era com intervalos enormes... mas enfim, pra variar to aki denovo, primeiro era quase todo dia, depois foi de semana em semana, quinzena em quinzena, mes em mes, semestre em semestre... e agora parece q é de ano em ano... rs...
enfim, eu resolvi postar hj pq encontrei por acaso um texto q achei legal... naum sei se alguém vai comentar, nem sei se alguém q eu conheço vai entrar aki, mas enfim, decidi postar simplesmente...
bem, pra quem ler, seja conhecido ou 'ainda naum conhecido', vlw e até mais...
TEMPO
Há o tempo de nascer e o tempo de crescer. O tempo de semear e o tempo de colher. Mas há também o tempo que se perde entre estes dois. O tempo em que as mãos se estendem, mas não se tocam; o profundo abismo entre o antes e o depois, um limbo silencioso, e de silêncio; um vale nublado de perguntas e saudade - o tempo que o tempo se dá para que o tempo passe.
Eles caíram neste abismo. Ela e ele.
Perderam-se neste tempo.
E perderam-se um do outro.
Sem que percebessem, de repente estavam separados sem jamais haverem soltado as mãos. E seguiram na mesma direção, para frente, lado a lado, sem se notarem. Em muitos momentos podiam ouvir um ao outro, mas eram momentos em que falavam consigo mesmos, não entre ambos. Vez por outra, chamavam-se silenciosamente, como numa prece. Quase podiam se ouvir. Choravam, e então sorriam, certos de que, em algum momento, o tempo que se dava o tempo, haveria de se consumir. E tudo voltaria a ser como sempre foi.
Mas não foi o que aconteceu.
Passava o tempo; passavam os passos, e aquele desejado encontro jamais encontrava lugar... Finalmente, eles desistiram de acreditar. Desistiram de esperar. E se separaram de uma vez. Soltaram as mãos, cujas amarras daquele tempo mantinham atadas, e deram-se as costas definitivamente, começando, enfim, a caminhar em direções opostas, certos de que o passado ficaria no passado, convencidos de que o tempo que o tempo se havia dado era, tão somente, para sempre...
Mas para sempre é infinito...
E o infinito é perpétuo...
Um loop-perpétuo...
Devagar e desacreditados, eles começaram a caminhar, sem saber, sobre aquela forma imaginária. Caminharam exaustivamente, a passos curtos e largos, em seu próprio tempo, que, sem pressa, parecia afastá-los cada vez mais... Cada vez mais... Cada vez mais.
Então, curiosamente, foram surpreendidos por eles mesmos... Viram-se, de repente, frente-a-frente, naquele encontro não-marcado que pouco ou nada durou, mas que - finalmente - teve lugar. E perceberam que se não mais caminhassem lado-a-lado, ao contrário, se se dessem as costas e seguissem as linhas daquele loop, haveriam de perpetuar aquele encontro, e promover novos encontros... Quanto mais caminhassem em direções opostas, mais haveriam de se encontrar, e cada encontro seria único porque seria breve... E eles haveriam que andar cada vez mais e mais rápido, porque quanto mais caminhassem, para a frente, um contra o outro, mais e mais vezes o encontro haveria de se repetir...
Porque o loop é perpétuo...
E o que é perpétuo é infinito...
E o que é infinito dura para sempre.
Marcela Godoy,
enviada por Gangrel

Alcariquë
Blog da Sister
Restless Tears
Vampira's Blog
Lilith's Moon
Erick in Chains
A Exorcista
Lovely Secrets
Blood Rose
Filha da Escuridão
Lyllu Heroina
A Donzela Guerreira da Escuridão
Elfo das Trevas
GTTM Mano Colorada
Submundo da Lairë
Vaga-Lume
Isilehtyar - O Lanceiro da Lua
DeatH_KnighT
I Taurë
* Luthuriel Dark Lady *
HISTERIA DARK

